quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Plenário aprova arquivamento da denúncia contra Temer.


Dos 492 deputados presentes à sessão, 263 votaram a favor do relatório, que sugere o não encaminhamento da denúncia contra o presidente da República para o STF


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O relatório do deputado Paulo Abi Ackel, do PSDB de Minas Gerais, foi aprovado por uma diferença de 36 votos. Dos 492 deputados presentes à sessão, 263 votaram a favor do relatório, que sugere o não encaminhamento da denúncia contra o presidente Temer para o Supremo Tribunal Federal. 227 parlamentares foram contrários. Houve duas abstenções. Dezenove deputados não compareceram à sessão.

Durante a primeira parte da votação, lideranças partidárias demonstraram as preferências das bancadas pelo sim ou pelo não. Os partidos integrantes da base aliada do governo apontaram aspectos positivos do governo Temer, principalmente na área econômica. Assim como outros líderes, o deputado Arthur Lira, do PP de Alagoas, desqualificou a acusação contra o presidente.

"Não há, na denúncia que foi feita contra o presidente Temer, nenhum cunho jurídico que enseje você levar o presidente da República a um julgamento no Supremo Tribunal Federal com todas as consequências que possam advir políticas. Salvo e louvo o relator do PSDB, deputado Abi Ackel, que na sua abertura fez referências à economia, à estabilidade política, à seriedade e à serenidade e a que o Brasil precisa ter neste momento para continuar crescendo e se desenvolvendo".

Deputados de oposição, ao contrário, ressaltaram o que consideram prejuízos causados pelo governo Temer à nação, como as Reformas Trabalhista e da Previdência. Citaram o que seriam as provas do envolvimento de Michel Temer com atos de corrupção. Alessandro Molon, da Rede do Rio de Janeiro, advertiu para as consequências da votação em Plenário para a imagem do Legislativo.

"É uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, após investigação da Policia Federal e todos concluíram que Temer praticou vários crimes e que deve responder por eles no Supremo. No entanto, o Parlamento corre o risco de colaborar com a impunidade, de permitir que votos sejam trocados por emendas, por cargos ou sejam concedidos por ameaças ou chantagens praticadas pelo presidente da República".

A votação dos deputados foi feita pela bancada de cada estado, alternando unidades da federação das várias regiões do país. Dentro de cada bancada estadual, em ordem alfabética, os deputados declararam seu voto em dois microfones instalados no centro do Plenário. Alguns momentos de tensão aconteceram entre os blocos do governo e da oposição, por causa de provocações com cartazes, bonecos infláveis e uma chuva de dinheiro falso. Ao todo 13 horas de sessão, só de votação foram três horas e meia. Terminada a sessão, deputados de oposição saíram do Plenário entoando refrãos contrários ao governo Temer.

Reportagem - Cláudio Ferreira - Rádio Câmara


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